CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

Nº Páginas: 56/60 (incluindo capa), totalmente a cores
Formato: 21x29,7cm
Papel: Capa – Printomat 3D 200g/m2
Miolo: Printomat 3D 115g/m2

Periodicidade: Mensal
Tiragem Média: 3000 exemplares

Propriedade : Ultraprint, Comunicação & Artes Gráficas, Lda.


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«É difícil prever o futuro da indústria gráfica mas uma das áreas mais abordadas foi a de impressão directa nas embalagens.»

PEQUENO-ALMOÇO | DESPERTE PARA O FUTURO

O segundo pequeno-almoço de trabalho da IG reuniu empresários e profissionais gráficos para debater o tema “quente” dos rótulos, etiquetas e embalagens.

Em volta de um tema de elevada importância, pelo crescimento que regista, reuniram-se empresários, profissionais gráficos e fornecedores num hotel em Lisboa, de modo a partilhar experiências, opiniões, debater tendências e tecnologias e, ainda, analisar o mercado nacional e internacional dos rótulos, etiquetas e embalagens..

A mesa redonda contou com Duarte Sousa da Olegário Fernandes, Pedro Bastos da Estúdio Gráfico 21, Miguel Abranches Pinto da Lithoformas, Leonilde Terceiro da Fernandes & Terceiro, Manuel Matos da Konica Minolta, David Zamith da Ruy de Lacerda, José Monteiro da Grafopel, Paulo Carvalho da Xerox e Ana Paula Cecília da Intergráficas.

Um dos primeiros tópicos lançados à discussão surgiu por parte de David Zamith que questionou, desde logo, se o sector dos rótulos e etiquetas seria um sector primário ou secundário. Segundo o director geral da Ruy de Lacerda muitas pessoas consideram que o sector principal é a embalagem mas a verdade é que os dois se encontram cada vez mais unidos.
Sobre a necessidade urgente de que o país continue a exportar, Zamith referiu que Portugal nos últimos anos cresceu. “Nos últimos anos o país cresceu, em termos de exportações de 28% do PIB para 44% e esta é, segundo os especialistas, a única janela de oportunidade que permitirá criar emprego real e que, por isso, deverá crescer para 70% do PIB”. David Zamith afirmou ainda que isto é possível mas que existe um grave problema na indústria em termos transversais que é a insuficiência dos capitais próprios. “Não é possível contar com a banca porque também esta está a atravessar um período menos bom. Assim, se queremos exportar, por um lado não temos dimensão, por outro, sem uma estrutura financeira estável, tal não é possível”, refere.

Para José Monteiro da Grafopel, um dos principais problemas da exportação reside na dimensão do país. “Olhando para o exemplo do que se passa em Espanha, é necessário que haja fusões na indústria gráfica ou então esta sofrerá o mesmo empobrecimento que teve lugar na agricultura. As empresas estrangeiras estão a começar a entrar neste mercado e se não houver uma união das empresas gráficas que façam frente a esta situação tal será dramático, sobretudo na área das embalagens, rótulos e etiquetas.”, afirma, sublinhando que em Espanha foram os próprios bancos que incentivaram as empresas a se unirem e a formar grupos mais fortes.

Manuel Matos aproveitou para lançar uma “pedrada no charco” ao afirmar que o Estado vai chegar à conclusão de que apenas a exportação não pode ser a solução para o emprego, já que isso gerará menos IVA, por exemplo, sendo uma receita em falta. “Estamos na cauda da Europa e temos de nos lembrar dessa situação”, arremata.
Rebatendo esta afirmação, David Zamith alertou para o facto de Portugal poder não ser a cauda mas sim a cabeça da Europa se nos virarmos para o mar. “Nós, por exemplo, na Ruy de Lacerda, utilizamos há 30 anos o barco como transporte, que acaba por ser infinitamente mais barato do que outros meios de transporte”, contrapõe sublinhando, ainda, que estar neste canto da Europa não é necessariamente mau.

Para Manuel Matos é preciso apurar o mercado e criar condições para que haja um equilíbrio na gestão deste negócio das etiquetas de modo a que não venham a entrar muitos mais players que acabarão apenas por esmagar margens. Com profundo know how sobre este segmento de mercado, Duarte Sousa, da Olegário Fernandes, considerou que há muitos empresários gráficos de outros segmentos do mercado convencional que olham com apetite para o mercado das etiquetas e rótulos. “Parece-me que esta é uma bolha que acabará, eventualmente, por rebentar. Apesar disto, acho que é mais fácil algumas empresas convencionais entrarem nestes segmentos do que no das embalagens, sobretudo porque há hoje máquinas a preços muito acessíveis”, revelou.

«As empresas estrangeiras estão a começar a entrar neste mercado e se não houver uma união das empresas gráficas que façam frente a esta situação tal será dramático, sobretudo na área das embalagens, rótulos e etiquetas»

Em resposta a esta ideia, de que é fácil as empresas de impressão offset entrarem no mundo das etiquetas, José Monteiro avançou, com conhecimento de causa, e referiu que a qualidade é algo de que duvida sempre porque muitas vezes os equipamentos não são os mais adequados. Já Manuel Matos, responsável pela área de production printing da Konica Minolta, defendeu que as empresas devem tornar-se especialistas em algumas áreas para saírem da dita “bolha” de que falou Duarte Sousa da Olegário Fernandes.

À pergunta a respeito do número de players que entraram nos últimos dois anos no mercado, respondeu Duarte Sousa apontando empresas como a Pentadesivo e a Calipolense revelando, que, na sua opinião, o mercado está maduro e quem entra num mercado maduro, qualquer empresa que seja, se quer sobressair terá que o fazer através do preço ou da originalidade e diferenciação.
“Quando entrei nesta indústria, há vinte anos, já havia todo o tipo de rótulos e etiquetas mas, naturalmente, hoje há uma grande evolução destes produtos e até da própria embalagem como veículo de comunicação. Actualmente existem também os nichos de mercado que têm a capacidade de obrigar as empresas a tomar decisões estratégicas.”

«Hoje há uma grande evolução destes produtos e até da própria embalagem como veículo de comunicação. Actualmente existem também os nichos de mercado que têm a capacidade de obrigar as empresas a tomar decisões estratégicas.»

Todos os participantes concordaram que o mercado tem uma tendência de estabilização, mesmo com um crescimento pequeno. Na verdade, é difícil prever o futuro da indústria gráfica mas uma das áreas mais abordadas foi a de impressão directa nas embalagens, como uma das possíveis tendências do futuro. Outro ponto avançado diz respeito ao crescimento do que é o “in molde” e ainda o facto de que o futuro trará uma bipolarização das empresas, com a existência de grandes estruturas, e mesmo muito pequenas, a coexistirem.

E porque entre as preocupações maiores de quem está no negócio gráfico em geral e no segmento dos rótulos, etiquetas e embalagem em particular, está a forma como as empresas se podem promover, esta questão foi colocada na mesa dando lugar a opiniões que falam em atacar directamente os mercados alvo, fazendo algumas acções de charme, mostrando-se em feiras, contactando os clientes de novas formas.

Por último, Leonilde Terceiro, directora geral da Fernandes & Terceiro e mentora da plataforma web-to-print PrintNetF3, chamou a atenção para a necessidade de existir um trabalho de promoção da indústria gráfica, informando a base de quem trabalhará dentro de em breve nesta indústria, sobretudo junto de designers e criativos. “É preciso saber quem cria e ir junto deles e mostrar a indústria gráfica, estabelecer protocolos com universidades, cursos técnico-profissionais e com os profissionais que já estão no mercado, mostrando o que fazemos”, destacou a arquitecta que foi apoiada nesta opinião por todos os empresários e fornecedores gráficos presentes no pequeno-almoço sobre embalagem, rótulos e etiquetas.

FICHA TÉCNICA
Diretora: Ana Paula Cecília
Redacção: Ana Paula Cecília
Design e paginação: Design Glow

Fotografia: Sara Butler, iStockphoto e António Camilo
Video: Sara Butler
Marketing e Publicidade: Pedro Silva

Colaboradores: Augusto Monteiro, Daniel Furet, João Felgueiras, Sebastião Camões
Webmaster: Sara Butler

Propriedade: Ana Paula Cordeiro Cecília e Carla Cecília

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