CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

Nº Páginas: 56/60 (incluindo capa), totalmente a cores
Formato: 21x29,7cm
Papel: Capa – Printomat 3D 200g/m2
Miolo: Printomat 3D 115g/m2

Periodicidade: Mensal
Tiragem Média: 3000 exemplares

Propriedade : Ultraprint, Comunicação & Artes Gráficas, Lda.


PÚBLICO-ALVO

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Empresas Fornecedoras
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Agências de Publicidade
Agências de Meios
Agências de Comunicação Bancos de Imagem
Designers
Direcções de Marketing

«A impressão digital trouxe um pensamento estratégico muito importante e levou a criatividade a vários segmentos.»

PEQUENO-ALMOÇO | GRÁFICAS VS. CLIENTES: AGÊNCIAS DESIGNERS E CRIATIVOS

4º pequeno-almoço organizado pela Revista Intergráficas, powered by Konica Minolta. Agências, Designers e Criativos – discutiram os grandes desafios e oportunidades da transformação digital.

Reunir profissionais gráficos e clientes? Sim, foi possível, aconteceu num hotel de em Lisboa, a meio de Junho com uma ideia que partiu da Intergráficas e que mereceu o apoio e patrocínio da Konica Minolta. E porque é de manhã que surgem as melhores ideias, o pequeno almoço serviu de cenário e uma mesa que acomodou mais de 10 e foi o palco perfeito para o networking que todos aprovaram!

Desta vez a IG e a Konica Minolta convidaram designers e criativos para um pequeno almoço com profissionais gráficos. Este que foi o quarto evento do género e permitiu que as gráficas e os seus clientes pudessem trocar ideias sobre de que forma, podem ambos melhorar os seus processos de trabalho. O objectivo de partilhar ideias e networking foi cumprido e a IG faz o resumo do que lá se passou.

Vasco Falcão, director geral da Konica Minolta, Manuel Matos, gestor de production Printing da Konica Minolta, Pedro Fidalgo da Klone, Jorge Rodrigues da Influenza, Bernando Ferraz da Designglow, André Novais de Paula, da Directimedia, Sofia Novais de Paula, também da Directimedia e do Blog “Diário de um Batom”, Nuno Antunes da Milford, Hugo Fernandes da Ocyan, Diogo Pina da Louresgráfica e Big UP e Ana Paula Cecília, directora da Intergráficas, estiveram reunidos no hotel Sana Lisboa para tomar um pequeno almoço organizado pela IG e patrocinado pela Konica Minolta, com o objectivo de debater o tema “Gráficas versus clientes (agências, criativos, designers…). 21 de Junho foi o dia escolhido e com o tema proposto foi fácil dar início a uma conversa informal que levou à partilha de ideias, ao avançar de sugestões e mesmo à conclusão de que existe ainda um largo caminho a percorrer quando se trata de abordar a relação entre quem cria o trabalho gráfico e quem o produz dentro das empresas gráficas.

Depois de feitas as apresentações entre todos os presentes, Ana Paula Cecília fez um breve resumo do que se pretende com o formato dos pequenos almoços propostos pela IG, lançou o tema e Nuno Antunes da Milford foi o primeiro a tomar a palavra, para explicar o seu percurso profissional. Nuno Antunes referiu logo de início que “ o mundo evolui, surgiram as redes sociais e as agências deixaram de ter dentro de casa alguém que se dedicava 100% a uma relação com os parceiros” e por causa disto, “as agências começaram a ter menos capacidade porque deixaram de ter tantos recursos. E a partir do momento em que as agências deixaram de ter grandes estruturas, passaram a ter dificuldade em gerir tudo aquilo que faziam até aí.” Foi desta forma simples e directa que Nuno Antunes explicou a actual relação ou falta dela, segundo o seu ponto de vista, entre gráficas e clientes, sobretudo agências de publicidade.

Ainda assim, considera que pelo facto de ser responsável e dono de uma pequena agência e por tudo lhe passar pelas mãos, está muito ligado aos parceiros com quem trabalha de forma bastante directa.”
Recuando no tempo alguns anos, o director geral da Milford afirmou que “fazíamos maillings completos para 600 ou 700 mil pessoas e isso exigia profissionais qualificados, especializados, mas com a evolução do mundo e da tecnologia, as pessoas saíram e hoje em dia, as agências não contam com estes profissionais, tendo-se quebrado a ligação à gráfica no sentido de nos mantermos mais informados sobre as actuais tendências e enorme potencial. São raras a agências que mantém esses profissionais e mesmo muitos directores criativos não estão tão perto das gráficas como seria necessário”.

Questionado na mesa sobre se esta situação pode converter-se numa grande oportunidade para as gráficas, Nuno Antunes referi sem hesitar que “sim, mas que se trata também de um desafio, já que por muito que nós queiramos, a tendência será de fazer as coisas em digital”. Para explicar melhor esta ideia, o criativo adiantou que “há aqui uma oportunidade porque há sensações que não se conseguem transmitir sem a existência de uma peça física. Assim, posso dizer que há, de facto, uma injecção de digital mas o nosso papel, enquanto de agências, é ir junto do cliente, saber qual o briefing e depois verificar qual a melhor resposta e se essa resposta não será possível apenas com a produção de peças físicas.”

Entre os participantes foram surgindo comentários sobre o facto das agências terem despedido profissionais qualificados e terem ficado outros que não têm conhecimento relevante ou aproximado da forma de funcionar das empresas gráficas. Além disto, houve ainda quem afirmasse que hoje os clientes quando fazem um briefing do trabalho, pensam de imediato em digital, pelo que cabe às agências, demonstrar o que pode ser ou não feito dessa forma.

Nuno Antunes aproveitou o balanço das opiniões lançadas para a conversa e revelou que “os clientes querem ter trabalhos e campanhas que sejam diferenciadores, vídeos virais, que criam impacto, etc. No final, depois de feitas contas, acabam a dizer que querem um site, Facebook ou algo em redes sociais. Cabe-nos a nós, agências, encontrar formas de comunicar as reais sensações do que se pretende transmitir… Apesar da realidade dos últimos anos, sobretudo devido à redução de pessoal por forma sobretudo da crise económica internacional e nacional, a verdade é que quem dirige estas empresas está muito mais desperta para o entendimento sobre a área da TV e vídeo do que sobre produção gráfica. Na minha opinião, deve-se trabalhar na génese do briefing, tentar perceber onde está a oportunidade, junto dos parceiros como as gráficas para depois responder aos clientes com as melhores soluções.” Questionado sobre se sabe quem são as melhores empresas gráficas no mercado, Nuno Antunes argumenta sem rodeios que “sabemos quem são os bons nesta área gráfica.”

Com a pergunta óbvia sobre a ideia generalizada de que todos os trabalhos têm hoje de ser digitais, o director da Milford respondeu que “por vezes há trabalhos que as gráficas talvez não querem fazer. Há trabalhos que dão trabalho! Implementar ideias é difícil mas depois o resultado final é, quase sempre muito bom.” Acerca desta moda generalizada do digital, Sofia Novais de Paula da Directimedia e do blog “Diário de um Batom”, referiu que “muitas vezes os clientes querem ter apenas uma página de Facebook para obter likes e não vendas.
As pessoas pensam que os likes se convertem em vendas e isso não funciona deste modo. O que as pessoas devem saber é que o Facebook é, isso sim, um veículo que aproxima o público em geral, das marcas.”
A esta afirmação André Novais de Paula, director geral da Directimédia e professor no IPAM acrescentou uma declaração que muitos consideram polémica sobre ser o digital uma ameaça ao papel. “O digital é uma ameaça para todos, inclusive para quem trabalha o digital”, adiantou.

«Implementar ideias é difícil mas depois o resultado final é, quase sempre, muito bom.»

“Toda a gente quer fazer digital. O pedido mais idiota é de alguém que quer fazer email marketing só porque que é mais barato. A verdade é que podemos enviar 10 mil emails por apenas 100 euros e não vender uma única peça. Assim, quando alguém se preocupa apenas com a parte dos custos sem querer saber da efectividade da campanha, está a desperdiçar tempo e dinheiro. É importante desconstruir tudo isto, porque todos na cadeia de valor têm de saber aconselhar os seus clientes. Todos os clientes têm problemas e objectivos e o que se pretende sempre é obter a melhor estratégia. Se é tudo digital, se é cross media, se juntamos quatro ou cinco meios, isso pouco importa porque verdadeiramente importante é o resultado final”, conclui o professor, para de seguida falar do exemplo de um restaurante indiano que distribui há anos folhetos em papel no coração da cidade de Lisboa. André Novais de Paula perguntou em tom irónico, se alguém se atreve a propor-lhes uma campanha de email marketing, já que se fazem esta distribuição em papel há anos, é porque, com muita certeza continuam a obter bons resultados!”

«Quando alguém se preocupa apenas com a parte dos custos sem querer saber da efectividade da campanha, está a desperdiçar tempo e dinheiro.»

Jorge Rodrigues, fundador e director criativo da Influenza, uma agência de publicidade e marketing digital/viral da capital, sorriu com a pergunta de André Novais de Paula mas aproveitou para deixar a inevitável opinião de que “não há volta a dar. O digital veio para ficar. Existem problemas graves no relacionamento com as gráficas e um deles é a falta de sistematização. Para nós Influenza, é completamente irrelevante se o trabalho é produzido de forma digital ou não. Como agência conhecemos bem o mercado gráfico mas o desafio é verificar que hoje as pessoas passam a vida a olhar para o telemóvel e o que fazemos é pensar de que forma podemos as pessoas a olhar para os outdoors. Claro que possivelmente, quando conseguirmos isso, talvez as pessoas já não vejam, outdoors mas sim écrans. A nossa abordagem sobre se o trabalho é físico ou não físico é mesmo irrelevante.”
Mas impulsionado sobre a sua experiência de mais de 15 anos no mundo da publicidade, Jorge Rodrigues ainda sublinhou que “não existem briefings entre agências e gráficas, não há uma sistematização, não há um parceiro ideal e por isso somos obrigados a fazer um enorme trabalho de pesquisa sobre quem pode fazer o quê. Há alguns anos, tentámos um briefing online com os clientes e não resultou. Entre agências e gráficas a comunicação é ainda mais complexa e de facto esperamos uma pró-actividade das gráficas, que em muitos casos não existe.Esta pró-actividade devia derivar das gráficas porque são estas que têm a tecnologia…”

Entre os participantes foi abordada a nova tendência da indústria gráfica, sobretudo na Europa, onde muitas empresas gráficas agregam agências, quer pela aquisição, quer pela fusão entre os dois tipos de prestadores de serviços, já que os especialistas internacionais têm vindo a dizer, sobretudo depois desta drupa 2016, que “ou as empresas gráficas passam a ser fornecedores de cross media ou estarão mortas em breve…”

E aqui Diogo Pina da BIG UP, agência fundada pela empresa Louresgráfica pôde dar um excelente contributo, ao falar sobre a sua experiência, que teve inicio há três anos, com aquilo que designou como “um spin off. O que procurámos fazer foi obter um ponto de equilíbrio e fomos por isso atrás de cadeia de valor na procura da criatividade. Quisemos oferecer programação, criatividade, desenvolvimento de plataformas web to print, produção de eventos, etc..
O que percebemos é que as empresas necessitam cada vez mais de estar relacionadas e integradas.” Questionado sobre se isto não pode jogar contra a imagem da gráfica junto dos clientes como as agências, Diogo Pina considerou que não, “porque apesar de termos tudo isto internamente, não deixamos de nos relacionar com outros colegas gráficos ou outras empresas criativas. As empresas têm de ser eficazes e chegar a todos os pontos de contactos e relacionar-se com todos os parceiros. Analisámos os nossos pontos fortes e fracos, e temos evoluído, sempre na procura do parceiro certo e perceber onde é que ele está.”
Pedro Fidalgo considerou também que a globalização provoca exactamente estas situações, em que umas empresas agregam outras, sem que seja necessariamente mau, já que o importante é criar um networking sério, leal e competente.”

Hugo Fernandes da Ocyan reforçou ainda a ideia de que “o buraco que existe, a tal lacuna de que todos falaram anteriormente aconteceu porque as coisas foram mal feitas, já que há um tipo de empresas que deveria ter agarrado nesta situação e que se chama centrais de produção. A grande parte de centrais de produção estão apenas a fazer forward dos pedido dos clientes para as gráficas, sem intervir no processo, sem acrescentar valor ao mesmo tempo que não correm riscos… O que acontece é que há o trabalho de volume e há o trabalho de valor acrescentado e isto não acontece apenas no mercado da comunicação. Quando se medeia algo apenas para colocar margem em cima, este negócio está terminado, não tem futuro. Para colocar margem é preciso justificar o que se acrescenta ou então o negócio está acabado.”

Também Nuno Antunes da Milford confirma isso mesmo, dizendo que “para acrescentar valor há que colocar uma ideia no meio e ponto final. Há aqui um negócio que é o procuremmet e quando em cima disto há uma crise, então estão criadas condições para a existência um mercado que não nos interessa, porque o que queremos é fazer um trabalho de alfaiate.

Bernardo Ferraz contou que a sua empresa acompanha todos os processos e está próximo dos clientes, sendo por isso possível saber que um cliente líder em dermo cosmética afirmou que não há fidelização por parte dos clientes finais. “Assim, por saber que o ponto influencia de forma determinante a venda é necessário que nós agência trabalhemos de forma pró-activa porque muitas vezes o cliente não em noção clara do que pretende.”

Um verdade inegável foi avançada por Manuel Matos da Konica Minolta que referiu que “o mercado mudou e hoje a criatividade tem muito mais peso do que a produtividade” e na sequência André Novais de Paula afirmou que “as gráficas não souberam aproveitar a oportunidade de um vazio deixado pelas agências. A Ocyan é um óptimo exemplo de uma gráfica que percebeu a necessidade de um conceito inovador, tendo visto onde estava o valor de coisas que as agências não conseguiam fazer.”

Jorge Rodrigues voltou ao exemplo das empresas europeias que agregam agências e falou do risco que correm as gráficas que decidem abrir agências e que pode traduzir-se na perda de clientes, sendo por isso uma decisão estratégica nada fácil de tomar.” Diogo Pina da Big Up explicou que a administração da Louresgráfica não teve receio em criar uma agência de comunicação por medo de perder clientes. “O que nos levou a montar a agência foi a produção gráfica, foi o querer oferecer aos clientes, agências ou clientes directos, um contributo importante, logo na fase do briefing, uma visão a montante e jusante e ainda a possibilidade de criar projectos e sinergias de valor acrescentado.”

Esta afirmação levou a questões sobre a competição entre estas agências agregadas a gráficas e a às agências de publicidade, tendo Nuno Antunes adiantado que na sua opinião, tudo é possível, sendo que em alguns projectos pode existir uma “competição e noutros cooperação, embora sublinhe que no seu caso a sua agência quer ser uma espécie de “ alfaiate”, não lhe desagrade a ideia de que as gráficas devem ter profissionais que perante o desafio de uma agência saibam, conceptualizar, maquetizar, etc..

Sobre se a impressão digital veio permitir dar uma resposta mais criativa aos clientes, os participantes referiram que
Esta trouxe mais apoio à produção por ser mais ágil. Hugo Fernandes da Ocyan confessou que a impressão digital “permitiu pensar mais longe sem estarmos confinados às grandes tiragens. A impressão digital trouxe um pensamento estratégico muito importante e levou a criatividade a vários segmentos.”
A terminar, Vasco Falcão, director geral da Konica Minolta falou sobre o papel de todos os players no mercado, sobre as agências de comunicação, de publicidade, sobre as gráficas, considerando primordial importância de existir uma partilha de informações entre todos.

FICHA TÉCNICA
Diretora: Ana Paula Cecília
Redacção: Ana Paula Cecília
Design e paginação: Design Glow

Fotografia: Sara Butler, iStockphoto e António Camilo
Video: Sara Butler
Marketing e Publicidade: Pedro Silva

Colaboradores: Augusto Monteiro, Daniel Furet, João Felgueiras, Sebastião Camões
Webmaster: Sara Butler

Propriedade: Ana Paula Cordeiro Cecília e Carla Cecília

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