CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

Nº Páginas: 56/60 (incluindo capa), totalmente a cores
Formato: 21x29,7cm
Papel: Capa – Printomat 3D 200g/m2
Miolo: Printomat 3D 115g/m2

Periodicidade: Mensal
Tiragem Média: 3000 exemplares

Propriedade : Ultraprint, Comunicação & Artes Gráficas, Lda.


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«É preciso repensar toda a organização da empresa porque, por vezes, as melhores pessoas não estão dentro da família, sendo necessário ir buscar um membro externo.»

PEQUENO-ALMOÇO | SUCESSÃO, EMPREENDEDORISMO E NOVOS MODELOS DE NEGÓCIO

Terceiro pequeno-almoço organizado pela Intergráficas em torno do tema “Sucessão, Empreendedorismo e Novos Modelos de Negócio”, no SANA Malhoa Hotel, com o patrocínio da INASET.

A IG convidou 18 empresários gráficos a debater o tema da sucessão, empreendedorismo e novos modelos de negócio. O Inaset patrocinou o pequeno-almoço e o resultado foram três horas de um diálogo franco e esclarecedor que contou com a presença da Associação de Empresas Familiares e de duas especialistas mundiais em assuntos de gestão familiar.

A Intergráficas tem vindo a fazer pequenos almoços de trabalho sobre temas de relevo que afectam a indústria gráfica e o seu futuro. Assim, esta terceira edição do formato, visou o tema da sucessão, empreendedorismo e novos modelos de negocio.
Com uma lista de participantes variada, estiveram no pequeno almoço empresas eminentemente familiares e outras nascidas de um cariz empreendedor.

Magda Gabriel e Helena McDonnell, ambas brasileiras, são duas das maiores especialistas mundiais em assuntos relacionados com a gestão das empresas familiares. Integrantes dos quadros da Universidade de Cambridge, as duas especialistas estiveram em Lisboa, a convite da Associação de Empresas Familiares para realizar reuniões com alguns dos associados portugueses. Magda Gabriel e Helena MacDonnell aceitaram o convite da IG para estar no pequeno almoço de 27 de Janeiro e contactar directamente com empresários gráficos portugueses, avançando com um resumo do trabalho que desenvolvem junto das empresas familiares, independentemente da dimensão das mesmas.

No encontro esteve ainda a secretária geral da Associação Portuguesa de Empresas familiares, Marina Sá Borges, que convidou os presentes a participarem em algumas das actividades promovidas pela associação, mesmo não sendo membros. O pequeno almoço de trabalho contou com a presença de João Baeta da Olegário Fernandes, José Quaresma da Palmigráfica, Eduardo Soares da Soartes, Pedro Santos da Ocyan, Bruno Moluras da Ondagrafe, Miguel Pina da Louresgráfica, Daniel Furet da Lidergraf, Vasco Sousa da L2Spirit, José Monteiro da Grafopel, Paulo Cruz da Costa & Valério, Fernando Garcez da Grafitime, José Augusto Constâncio das Eurodois, Ana Oliveira da Acetalux, Armando Roseiro da UV Artes Gráficas, Miguel Marques da Jorge Fernandes Artes Gráficas e Aníbal Ribeiro do Grupo Portucel Soporcel, agora The Navigator Company, que patrocinou este evento que decorreu no hotel Sana Malhoa, em Lisboa.

Com o tema da sucessão na indústria gráfica como base , versus empreendedorismo e novos modelos de negocio, foi relativamente fácil a todos os presentes no pequeno almoço de trabalho realizado pela IG, tomarem a palavra. No evento de 27 de Janeiro estiveram presentes duas das maiores especialistas mundiais em assunto de gestão familiar, convidadas também pela Associação de Empresas. Márcia Gabriel e Helena MacDonnell começaram por abrir a sessão de trabalho. Falando sobre quais os principais problemas que se verificam nas empresas familiares, em geral. Para as duas especialistas, que trabalham em conjunto e têm entre os seus clientes empresas familiares de todos os ramos e de todo o mundo, a principal dificuldade é definir regras sobre quem pode assumir determinado cargo ou não, quem pode usufruir de bens da empresa, quem pode decidir sobre o futuro da mesma.

Helena McDonnell revelou que “cada família tem os seus valores e cultura própria e que tudo gira em volta da forma como se organiza a família e a empresa, da definição de quem usufrui dos bens da família, do modo como se procede à sucessão. “Há famílias que têm mais controlo sobre a empresa, outras que delegam esse controlo. Falamos com famílias na Ásia, onde a questão da sucessão está mais definida, sobretudo por causa da cultura do primeiro filho, mas hoje, com as mudanças, existe no mundo em que as famílias se preparam como antecedência de modo a poderem manter o controle e ter sucesso.”

Questionada sobre se o sucessor natural tem obrigatoriamente de estar na frente da empresa, Helena MacDonnell referiu que “há muitas questões que se prendem com quem lidera a empresa, pois muitas vezes o sucessor natural pode não ser o mais preparado. Há algumas empresas onde a família está no conselho de administração mas não está na frente e outras, onde o controlo é totalmente da família.” Considerando que o “ o mundo está muito diferente e que importa analisar para onde caminha a indústria”, a especialista de Cambridge afirmou que importa assim, cada vez mais “ ter em conta o perfil das pessoas que são necessárias nesse futuro. É preciso repensar toda a organização da empresa e às vezes, as melhores pessoas não estão dentro da família, sendo necessário ir buscar um membro externo.”

Ao falar sobre as tendências do futuro, também Magda Gabriel falou sobre a necessidade de “mudar o modelo de negócio. Dizemos muitas vezes que, o que gera riqueza na família é a capacidade que ela tem de mudar o próprio negócio, de diversificar, de dar continuidade ao que vem sendo feito, ou mesmo avaliar nova ideias e avaliar e se forem boas, segui-las, dar lhes forma. Também os negócios paralelos podem existir, dentro de um sistema familiar.”

Para além da intervenção das duas especialistas, estiveram neste evento empresários gráficos de uma nova geração, que sucederam já aos fundadores das empresas, como foi o caso de Bruno Moluras, da Ondagrafe e onde a passagem de testemunho decorreu de forma pacífica. Também estiveram outros que revelaram alguma fricção, sobretudo no que respeita às decisões de longo prazo, onde a visão de quem criou a empresa e a geriu durante ano, colide com uma nova visão e necessidade de acompanhamento das alterações do mercado actual.

Miguel Marques, da empresa Jorge Fernandes Artes Gráficas falou abertamente sobre a sua visão deste assunto, considerando que, no seu caso pessoal, é preciso conciliar as ideias e visões de futuro de 5 pessoas e isso nem sempre é fácil de gerir, já que em algumas situações as opiniões sobre o futuro são divergentes. Miguel Marques estabeleceu um paralelo entre sucessão e empreendedorismo, para revelar que talvez num projecto nascido de raiz seja mais fácil implementar novas ideias e soluções, do que que dentro de uma organização como são as empresas familiares. Sobre este assunto, Pedro Santo, um dos fundadores do bem sucedido projecto Ocyan referiu que “ não sendo uma empesa familiar, acabamos por enfrentamos problemas similares, visto que existem vários sócios e é preciso combinar as visões de todos…”

Sobre uma situação de passagem de testemunho na gestão da empresa, Miguel Pina da Louresgráfica referiu que “ é inevitável que os fundadores continuem a estar muito presentes e agarrados a uma visão da indústria gráfica que já não existe. A opinião dos fundadores é muito apreciada e cheia de um know how muito válido, mas é preciso saber combinar e explicar bem aos anteriores gestores, que a indústria gráfica mudou muito. “

José Quaresma da Palmigráfica aligeirou o debate, falando sobre a importância de que tudo isto se resume, no fundo, a ganhar dinheiro, independentemente de se tratar de uma empresa familiar ou não, O sócio da Palmigráfica considera que estas questões devem ser tratadas para prevenir problemas futuros, mas que a empresa só importa se tiver resultados positivos para todos, quer seja para a família que a detém, quer seja para os sócios.

João Baeta, um dos empresários gráficos mais reconhecidos no mercado, fundador da Olegário Fernandes, que desenvolve actividade em embalagem e etiquetas, revelou sem problema que, já pensou várias vezes sobre o assunto da sucessão, por ter apenas uma filha. Apesar disto, o director geral da Olegário Fernandes falou do genro e da filha como uma equipa preparada para assegurar a sucessão na empresa, mesmo que a questão não seja colocada de imediato, nem tenha sido abordada de uma forma muito directa.

Danel Furet, director de produção da Lidergraf, situada no Norte do país e uma das empresas gráficas mais relevantes no mercado em termos de impressão comercial revelou a sua experiência profissional junto de uma empresa que conseguiu perceber a importância de manter uma gestão profissional, não deixando de ser familiar.

José Monteiro, da Grafopel abordou a experiência da sua empresa, eminentemente familiar, mas onde o protocolo de família foi aplicado, para evitar mesmo prevenir situações em que a família possa interferir no rumo e futuro da empresa. Falou das três gerações da Grafopel, onde a primeira geração fundou a segunda manteve e houve já uma terceira geração que entrou e acabou por sair. José Monteiro comparou a diferença cultural entre as empresas portuguesas e alemães, no que se refere à sucessão das empresas, já que no nosso país é muito difícil os empresários abrirem mão do controlo, enquanto na Alemanha isso não constitui um problema, já que aquilo que quem detém a empresa, não se importa de ter um membro externo, uma gestão profissional que lhe garanta sustento progresso no negócio.

Paulo Cruz da empresa gráfica costa & valério questionou as duas especialistas brasileiras sobre questões concretas, sobretudo no que respeita à situações onde duas empresas familiares decidem fundir-se. Márcia Gabriel e Helena McDonnell referiram que os procedimentos acabam por ser a duplicar já que é precisam estabelecer regras de ambos os lados e em conjunto.

Também Ana Oliveira, da Acetalux contou a sua experiência pessoal sobre como foi difícil suceder ao seu pai na gestão da empresa de acabamentos sediada no Prior Velho, em Lisboa, sobretudo depois deste ter falecido. Ana contou que, muitos clientes mantinham questões e querelas antigas com o seu progenitor e que, passados vinte ou trinta anos, não têm em conta que a gestão e modo de estar à frente da empresa mudou. No seu caso, Ana Oliveira ainda confessou que mesmo enquanto esteve ao lado do pai, na empresa, a gestão lhe pertencia totalmente e nunca sentiu muita abertura para suceder. Tal só aconteceu mesmo por força das circunstâncias da vida.

José Augusto Constâncio, empresário gráfico que esteve à frente da empresa Eurodois, com instalações em Sintra, falou sobre a sua experiência, enquanto gestor que pensou sobre o futuro do negócio, face às condicionantes de sucessão. O também ex presidente da Apigraf, acabou pro revelar que esta passagem recente de testemunho da sua empresa Eurodois ao gestor José Gomes da JG artes Gráficas, ficou a dever-se essencialmente ao facto de ter apenas duas filhas que, integrando a empresa, não se entenderam quanto ao rumo estratégico. Assim, ao avaliar o negócio, ponderar as relações familiares e repensar o futuro, José Augusto Constâncio revelou que esta solução “foi a melhor para todos, para a empresa e para a família.”

Já no final do evento, Marina Sá Borges, secretária da Associação de Empresas Familiares convidou os empresários gráficos presentes no pequeno almoço a participarem em alguma das acções levadas a cabo pela sua associação, sobretudo as que são mais viradas para a gestão. A secretaria geral referiu que entre os membros da sua associação estão empresas da área gráfica, tanto fornecedores quanto gráficas.

FICHA TÉCNICA
Diretora: Ana Paula Cecília
Redacção: Ana Paula Cecília
Design e paginação: Design Glow

Fotografia: Sara Butler, iStockphoto e António Camilo
Video: Sara Butler
Marketing e Publicidade: Pedro Silva

Colaboradores: Augusto Monteiro, Daniel Furet, João Felgueiras, Sebastião Camões
Webmaster: Sara Butler

Propriedade: Ana Paula Cordeiro Cecília e Carla Cecília

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